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Novo Campo Santo foi inaugurado e apresenta tecnologia sustentável e inovadora

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Novo Campo Santo foi inaugurado e apresenta tecnologia sustentável e inovadora

Como parte de um projeto de ampliação e modernização para os próximos 10 anos, foi lançado, em 9 de maio, um novo modelo de sepultamento no Cemitério Campo Santo. Um dos cemitérios mais tradicionais de Salvador ganha novos módulos verticais que contam com um aparato tecnológico inovador de tratamento de gases, garantindo mínimo impacto ambiental e muito mais segurança ao seu público. Composta inicialmente por 796 gavetas, a estrutura duplicou a capacidade de sepultamento do cemitério, o que tem impacto direto na quantidade de vagas para enterros na capital baiana.

Esta inauguração marca mais uma etapa do conjunto de investimentos e esforços que vêm sendo aplicados para garantir, a longo prazo, a sustentabilidade e saúde financeira da Santa Casa da Bahia. O rendimento do Cemitério Campo Santo é aplicado na manutenção dos projetos sociais da instituição, que hoje atendem continuamente 2.000 crianças, jovens e adultos.

Os módulos verticais de sepultamento são soluções mais sustentáveis. O modelo implementado no Campo Santo, no entanto, se destaca dos demais por empregar uma moderna tecnologia no tratamento dos gases gerados no processo de decomposição. Roberto Taboada, gerente do Cemitério Campo Santo, explica que o sistema Eco No-Leak, empregado nos novos módulos verticais, é totalmente informatizado, autômato e controlado em tempo real, além de estar em plena conformidade com a resolução 335/2003 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), órgão consultivo ligado ao Ministério do Meio Ambiente.

“Nos cemitérios horizontais a filtragem dos gases se faz naturalmente pela camada de solo existente sobre as sepulturas. Na maior parte dos cemitérios brasileiros que realizam sepultamentos verticais o que encontramos é simplesmente um projeto que utiliza a passagem dos gases por uma coluna de carvão ativado para diminuir os odores, mas que continua gerando uma grande quantidade de resíduos sólidos", ressalta.

No Eco No-Leak há duas etapas de tratamento anteriores ao carvão ativado, a lavagem de gases e a utilização de óxido de ferro, o que reduz em mais de 95% a concentração do gás sulfídrico, que é bastante tóxico e provoca chuva ácida. O resultado é a geração mínima de resíduos sólidos e de contaminação do ar e do solo.

O modelo que o Campo Santo está aplicando nos módulos verticais ainda aproveita materiais sustentáveis na fabricação dos tampos e das gavetas para sepultamento, o eco granito, uma resina a base de garrafas pet recicladas, bagaço de cana-de-açúcar e fibra de casca de coco. “Para cada gaveta de fibra de vidro que estamos utilizando, são retiradas do meio ambiente 167 garrafas pet”, salienta o gestor.

Taboada também destaca que a verticalização dos cemitérios é uma tendência irrevogável. “A falta de grandes áreas nos centros urbanos exige a verticalização das necrópoles. Além disso, o manejo ambiental de cemitérios nesse formato é bastante facilitado”, salienta.

 

Investimento

O valor total do investimento aplicado para a execução do projeto, que também inclui a montagem de 1.100 novos e modernos ossuários, parcialmente prontos à venda, gira em torno de R$ 2,5 milhões. Houve a contratação direta de 19 funcionários e a indireta de outras 35 pessoas.

"A expectativa é recuperar o valor do investimento em cerca de seis meses, com a venda dos novos ossuários e a cessão de uso das gavetas dos novos módulos verticais de sepultamento. Falamos em cessão de uso porque o contrato de sepultamento abrange três anos. Por lei, depois de três anos, os restos mortais precisam ser exumados e direcionados para um ossuário", explica Taboada.

A cada dois meses, um novo número de ossuários será lançado. Além disso, o cemitério passará por outras reformulações e ampliações, como a construção de um estacionamento e de outros módulos verticais de sepultamento nos próximos três anos.

 

Produto Completo

Junto com as inovações ambientais, o Cemitério Campo Santo lançou um novo produto, o Campo Santo Familiar. No mercado desde o ano passado, ele tem como diferencial oferecer um ossuário perpétuo e benefícios completos para o funeral, o que inclui orientação para trâmites legais, sepultamento ou cremação, remoção do corpo em carro fúnebre, tanatopraxia (preparação do corpo), ornamentação, sala para velório, coroa de flores e livro de presença.  

Trata-se de uma solução completa, que exige um investimento que pode ser planejado e muito menor do que as tarifas normalmente aplicadas em situações de emergência.

“O nosso intuito é proporcionar mais comodidade aos clientes, dar as famílias o suporte necessário em um momento de pesar. O cliente não vai precisar se preocupar com nada. Quando o falecimento ocorrer, basta uma ligação e tudo será providenciado pelo Campo Santo”, explica Roberto Taboada.

 

Aceitação

Para o provedor da Santa Casa da Bahia, Roberto Sá Menezes, a expectativa é de que o novo modelo de sepultamento seja bem aceito entre os baianos. “A Santa Casa atende as necessidades da população há 468 anos. Essa nova etapa reforça os valores da instituição em oferecer serviços com responsabilidade", afirma.

Segundo Roberto Sá Menezes, cemitérios tradicionais, públicos ou privados, localizados em outras cidades do Brasil, que passaram por intervenções semelhantes, têm registrado alto índice de aceitação. "Os novos formatos estão acompanhados de melhorias em nível de serviço, compromisso ambiental e procedimentos reformulados. É exatamente isso que estamos oferecendo à população de Salvador", completa.

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Circuito Cultural

O monumental Campo Santo é um dos mais antigos cemitérios de Salvador e considerado um verdadeiro museu a céu aberto, dada a riqueza e quantidade de manifestações artísticas expostas nos túmulos. A visitação a este "circuito cultural" pode ser acompanhada de um guia ou realizada de forma independente.

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